TRAILLER DE 300 É INTENSO E LINDAMENTE PLÁSTICO
Stallone foi um astro fixo da década de 80. Presença marcante na mídia, seus filmes eram figurinhas fáceis nas sessões vespertinas, nas locadoras de vídeo e na tela do cinema. Na década seguinte essa influência perdeu gás. Tão provavelmente pelo excesso de clones do herói de ação, como pelo cansaço da persona do ator. Seus filmes que não eram lá grande coisa ficaram decididamente ruins. O poço pareceu mais fundo com a participação de Stallone em "Pequenos Espiões 3D", como um vilão caricato.

"Rocky Balboa" sente os efeitos do tempo em filme autoral
Quando se falou em um novo "Rocky Balboa", a crítica torceu o nariz. Acredito que o público médio também. Rocky parecia obsoleto depois de várias sequências. As novas platéias sequer têm uma imagem fixa do personagem na lembrança, senão a do filme de um boxer que inacreditavelmente se deu bem no Oscar, em meados da década de 70. Talvez a luta Ocidente Vs Oriente, onde Balboa enfrentava um ídolo soviético, que, convenhamos, era mais propaganda política do que filme. Ou seja, a expectativa de "Rocky Balboa" era das piores.
Após o seu lançamento nos EUA, o boca-a-boca indicava que o filme não era de todo ruim. O Rotten Tomatoes chegava a lhe dar cotação superior aos 70%. O que acabou propiciando uma bilheteria considerável para um filme que parecia destinado ao fracasso.
Fui ao cinema, mais pela curiosidade, pois o personagem "Rocky" jamais me convenceu com seu aspecto "Paulo Coelho". E foi boa a surpresa de encontrar um filme sincero, que retrata a passagem do tempo e uma volta por cima menos constrangedora do que se anunciava até então. Não que "Rocky Balboa", que é mais um DVD competente do que um bom filme, vá significar uma nova Era Stallone. O projeto do novo "Rambo" ganhou força, claro, mas a incógnita continua.
O melhor dessa história é saber que o cinema tem a capacidade de, vez ou outra, nos ludibriar, superando as nossas expectativas. De um projeto, aparentemente, caça-níquel, encontramos um longa-metragem acessível, humilde e figurativamente capaz.
Ao final de “Adrenalina” você vai se sentir cansado. Não pelo filme, que é até divertido, mas pela estética “sensorial” adotada pelos idealizadores desse longa-metragem. A idéia é tentar repassar para o público o stress do personagem, vivido por Jason Stathan e sua via-crúcis.

Stathan em cena-chave do beat-acelerado "Adrenalina"
Matador profissional, ele acaba envenenado por um dos seus desafetos e para se manter vivo precisa ficar
Quem viu “Carga Explosiva” (1 e 2) poderá notar alguma semelhança. Não de trama, pois quase não se vê isso nesses filmes. E nem precisa. Fora o protagonista (Stathan, ficando expert em tipos “velozes-e-furiosos”), o essencial de tais produtos é assegurar ação constante, sem dar muito tempo para respirar. Para quem gosta do estilo, “Adrenalina” parece ser dos mais eficazes.
Obviamente, não dá para manter o mesmo ritmo durante a projeção. Para isso, um romance urbano é injetado na história. Contudo, poderia ser limado sem maiores conseqüências. Gosto do final histriônico e, em especial, da última cena, abrupta e grosseira, como o filme em si.
“Sonhos de Peixe” em Miami
“Sonhos de Peixe”, filmado no Rio Grande do Norte, foi premiado no Festival de Miami com o troféu Heinken Red Star por seu “naturalismo poético”, segundo informações do blog Ilustrada no Cinema.

"Sonhos de Peixe" filmado no RN e premiado em Miami
Dirigido pelo russo Kiril Mikhanovsky, o filme acompanha o cotidiano e as ambições de um pescador no litoral do Estado. Ao receber o prêmio, o diretor o dedicou aos moradores do vilarejo onde as filmagens foram realizadas e disse esperar que a conquista ajude a viabilizar a distribuição de seu filme no Brasil
A revista norte-americana Premiere fez uma seleção em sua última edição na qual elege os 25 melhores pôsteres de filmes de todos os tempos. Na medida em que aponta as imagens, a revista ainda descreve a arte dos pôsteres e os contextualiza no momento artístico.
O filme mais recente dentre os apontados é O Silêncio dos Inocentes (1991), cujo pôster, inspirado numa série de pinturas de Salvador Dali, ocupa a 16ª posição na lista. Confira os 25 melhores cartazes, de acordo com a Premiere. Para ler mais, acesse a página da revista.
Anatomia de um Crime
1. Anatomia de um Crime(1959)
2. The Sin of Nora Moran (1933)
3. Um Corpo que Cai (1958)
4. Os Amantes do Perigo (1969)
5. Planeta Proibido (1956)
6. Gilda (1946)
7. 42nd Street (1933)
8.
9. The Thief of Baghdad (1924)
10. 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
11. King Kong (1933)
12. Sob o Domínio do Medo (1971)
13. Em Busca do Ouro (1925)
14. O Homem do Braço de Ouro (1955)
15. A Múmia (1952)
16. O Silêncio dos Inocentes (1991)
17. Alma Torturada (1942)
18. Bonequinha de Luxo (1961)
19. Contrastes Humanos (1941)
20. Yellow Submarine (1968)
21. O Bebê de Rosemary (1968)
22. O Pecado Mora ao Lado (1955)
23. The Hitch-Hiker (1953)
24. A Malvada (1950)
25. Mortalmente Perigosa (1949)
Insistir na imagem-base é o erro comum de vários filmes de terror. "O Grito 2" não tem ciência disso ou, talvez, saiba, mas pouco se importe. Durante toda a projeção os "poltergeists" que assolam a trama surgem em cantos inimagináveis, como uma praga de gafanhotos. Quando menos se espera eles estão lá perturbando a paz de quem se atrever a entrar na dita casa amaldiçoada.

Imagem de poltergeist repete-se à
exaustão em O Grito 2
O filme dá sequência ao hit
estrelado por Sarah Michelle Gellar (O Grito), da safra de filmes americanos
inspirados em produções do Oriente. Dos mais conhecidos apenas Gore Verbinsky
com "O Chamado" demonstrou certa eficiência. Inclui-se nisso a versão melodrama
de "Dark Water - Água Negra", do diretor brasileiro Walter Salles.
Sendo uma continuação,
imaginamos que a colcha de retalhos que foi o primeiro "Grito" seja costurada
por alguma coerência narrativa vinda de além-mar. Ledo engano. "O Grito 2" é tão
ou mais descarado em sua série de "clips" de terror que a tentativa final de
ligar um evento com outro tem gosto de refrigerante falsificado.
Sim, vemos Sarah,
traumatizada com os maus bocados passados no filme de Verbinsky, aparentemente
pinéu, e o encontro com sua irmã americana, que acreditamos ser a real
protagonista desse imbróglio. Vemos outros tantos personagens que pouco ou nada
acrescentam ao desenrolar da história. E, pior, uma overdose de sustos e
fantasminhas surgindo por todos os lados tornam o filme uma coisa morna, pálida
mesmo. Sem contar o já citado abuso da imagem-base. Repetem tanto a imagem dos
espíritos atormentados que qualquer sentimento que pudesse vir a surgir dali é
anestesiado pelo lugar-comum.
"O Grito 2" é a certeza de que as adaptações assustadoras do cinema oriental para públicos americanos perdem em função na visão geral de cultura de cada país. O que funciona no Japão precisa ser reimaginado para públicos ianques que, para completar, detestam legendas. Essas adaptações recriam um clima lúgubre, eficiente em termos técnicos, mas que jamais assustam ou deixam transparecer, que seja, um arrepio genuíno na pele. O medo não existe em “O Grito 2”. E não adianta gritar!
Com ares de comédia-pastelão, “Click” surpreende com seu inesperado conteúdo dramático. A trama parece uma mistura de “Todo Poderoso” com alguma coisa da mensagem de “A Felicidade Não Se Compra”.
Adam Sandler vive um arquiteto da classe média que tenta melhorar de vida dedicando todo o seu tempo ao trabalho. Ele tem uma família: mulher (Kate Backinsale, linda!), dois filhos pequenos e um cachorro. Mas os deixa de lado sempre em prol do trabalho.

Adam Sandler reforça valores familiares com comédia-dramática "Click"
Só que seu ofício exige cada vez mais dele. Ele se torna um cara irritado, come porcarias que comprometem a sua saúde e a família sofre com sua ausência. Sintomas do stress do dia-dia.
Certo dia ele clama por uma solução divina. E ela vem por meio de um controle-remoto universal onde ele tem todas as opções desse tipo de dispositivo. Detalhe: para a sua vida. Ele poderá adiantar, voltar, acelerar, parar, rever suas memórias. Tudo isso com um simples “click” no controle.
Mas todo poder demanda responsabilidades, como diria um certo cabeça-de-teia. E da mesma forma que Jim Carey em “Todo Poderoso”, Sandler usa e abusa desse novo brinquedo de tal maneira que o controle se adapta ao seu estilo de vida, memorizando aqueles instantes em que ele preferia suprimir do seu tempo.
Daí “Click” mostra as conseqüências dos nossos desejos. A cada instante em que ele repete uma situação (provável promoção no emprego, por exemplo), Sandler vai direto para o instante em que já está sendo promovido. Ele não vive, diretamente, as circunstâncias ocorridas nesse período. Lá um certo “piloto automático” apenas faz o básico: está lá. Isso acarreta vários problemas. Ele adoece, perde a infância dos filhos e se distancia dos entes queridos.
A mensagem fica explícita com os encaminhamentos de suas atitudes. O teor “familiar” ganha um respaldo manjado, por ter similaridade com outras produções, mas não deixa de ter a sua honestidade, pois acaba tendo algo de Frank Capra, célebre diretor do “American Way of Life” em filmes como o já citado “A Felicidade Não se Compra” (1946).
Os personagens atípicos, o humor um pouco lascivo, comuns nesse tipo de programa parecem dissonantes para um trabalho que poderia ter mais fibra do que o mostrado
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