PRAGA DAS FRANQUIAS: VEM AÍ “A MÚMIA 3”

 

A praga das trilogias atinge franquia “A Múmia”, que chega a sua terceira edição. Não dá para imaginar o que vão tentar contar agora, quando o pouco que tinha foi exageradamente esticado nos filmes anteriores.

 

 

O Observatório de Cinema acompanhou Múmia 1 e 2 na tela do cinema, onde o espetáculo visual é mais quente, ambos em Campina Grande.

 

O primeiro era bacana. Tinha aquele ar nostálgico das aventuras de Indiana Jones, um bom senso de humor e de ridículo. Brendan Fraser fazia bem o papel de herói pós-moderno e o filme acabava sendo um mix de comédia, aventura e suspense.

 

Já o retorno da famigerada múmia ganhou peso, gorduras, taxas altas e tudo mais. Fizeram um filme tão rápido que o termo “fast-food” não podia ser mais apropriado. Bastava piscar um olho para perder alguma coisa.

 

Esse “A Múmia – A Tumba do Imperador Dragão” chega aos cinemas dia 31 de julho e deve prometer mais do mesmo. Rachel Weisz saiu do barco, mas o restante do elenco principal vai participar. O filme terá ainda Jet Li com algumas seqüências de artes marciais.

 

Não dá para esperar grande coisa. Ainda mais com a estréia de Indiana Jones que deverá ofuscar historinhas dessa linhagem.

NA EXPECTATIVA DE O HOMEM-DE-FERRO

 Estréia mundial desta quarta-feira, O Homem-de-Ferro inaugura a era onde a Marvel passa a patrocinar seus próprios filmes. Até o momento, seus longas eram bancados por outros estúdios. Essa nova faceta pode permitir que essas produções sigam mais precisamente o que os aficionados por filmes de super-herói esperam desses produtos.

 

 

 

Pegando o mote do lançamento de O Homem-de-Ferro, o Observatório de Cinema relembra alguns dos heróis Marvel que já passaram pelo celulóide. O que funcionou e o que vai para a lata do lixo. 

HOMEM-ARANHA – Bonachão, o Homem-Aranha fez tanto sucesso que se tornou uma trilogia bilionária. Até aqui, Sam Raimi comandou a nau, mas não deve continuar a frente das aventuras do cabeça-de-teia no que vem por aí. Como é de praxe, o primeiro filme virou coqueluche, com Tobey Maguire calando a boca dos críticos na pele de Peter Parker. Os efeitos gráficos evoluíram bastante e a história só enfraqueceu na terceira parte.

 

 

AVALIAÇÃO: FILME MOSTROU AO MUNDO QUE SER NERD É LEGAL!

 

X-MEN – O primeiro filme foi bastante econômico para os padrões das super produções. O fato é que muita gente esperava um fiasco trash nessa primeira aventura mutante. Esperto e com poucos recursos, o diretor Bryan Singer privilegiou a história e contou com um Hugh Jackman inspirado como Wolverine. Com isso, os filmes seqüentes tiveram mais respaldo e cifras poderosíssimas.

 

 

AVALIAÇÃO: WOLVERINE MERECE UMA AVENTURA SÓ DELE!

 

BLADE – Personagem secundário da Marvel, Blade também virou trilogia. Com um Wesley Snipes afiado, a história teve seu ponto alto sob a batuta de Guillermo Del Toro (escalado para dirigir O Hobbit) na segunda aventura de Blade, quando aplicou um visual mais onírico ao legado do caçador de vampiros. Blade Trinity (a parte 3) mudou de direção e não conseguiu manter o fôlego. Resultado: um Blade 4 não deve surgir tão cedo.

 

 

AVALIAÇÃO: PARA BLADE, APOSENTADORIA JÁ! 

QUARTETO FANTÁSTICO – Transformaram os quatro cientistas atingidos por raios cósmicos em personagens de uma comédia de situações tipicamente americana. A ação é incessante, assim como o humor. Muitos não gostaram, mas Quarteto Fantástico adquiriu cacife para uma seqüência melhor com a participação do Surfista Prateado e de Galactus, que de gigante chifrudo se tornou um monte de poeira.

 

 

AVALIAÇÃO: HISTÓRIAS INFAMES E HERÓIS DESPERDIÇADOS!

 

DEMOLIDOR – Um dos heróis mais bacanas dos quadrinhos, Demolidor – O Homem Sem Medo ganhou um longa-metragem visualmente rubro-negro e com qualidade regular. Quem acompanhava as histórias de Matt Murdock deve ter sentido a ausência da densidade emocional que existia nas revistas. Isso o tornou um filme de aventuras eficiente, mas nunca eficaz.

 

 

AVALIAÇÃO: ESTÚDIOS IMPEDIRAM UMA HISTÓRIA REALMENTE BOA!

 

ELEKTRA – Essa aventura-solo da personagem mostra o dedo dos estúdios na composição da narrativa. O filme é bastante prejudicado por essas intervenções. Elektra tem vilões com visual carnavalesco, trama chinfrim e uma heroína (Jenniffer Garner) aborrecidamente chata.

 

 

AVALIAÇÃO: FILMINHO QUE PARECE COMERCIAL DE ABSORVENTE!

MOTOQUEIRO-FANTASMA – Nicolas Cage tentou ser o Super-Homem. Não conseguiu. Acabou encarnando o Motoqueiro Fantasma. Mais uma vez os parceiros da Marvel amenizaram o clima da história, dando de bandeja um personagem que não tem nada a ver com o que víamos nos quadrinhos. Há uma ou duas seqüências legais, mas o filme parece ter tomado algumas caixas de tranqüilizante para domar o personagem que, de maldito, virou garoto-propaganda de refrigerante diet.

 

 

AVALIAÇÃO: PRODUÇÃO MALDITA VIRA DANÇA DA MOTINHA!

 

HULK – Ang Lee fez um Hulk filosófico. Muitos detestaram. Outros enxergaram as qualidades desse longa-metragem, no entanto tiveram náuseas com os efeitos especiais ruins que tornaram o Hulk uma mega-criatura feita de borracha. O filme não é de todo ruim. Conta com bom elenco (Eric Bana, Jenniffer Connely) e uma história que merece ser vista com outros olhos. Mesmo assim, o próximo filme do herói-esmeralda mudou de direção, elenco e foco. A conferir.

 

 

AVALIAÇÃO: GIGANTE VERDE DE BORRACHA PULA-PULA!

UM BEE MOVIE DE PERCEPÇÕES POLÍTICAS

 

Há muito que as animações deixaram de ser mera diversão infantil para se tornaram pequenas crônicas contadas em tons de fábula.

 

 

Bee Movie segue essa regra, narrando a história de uma abelhinha que possui uma percepção diferente das demais companheiras de colméia, limitadas a viver o óbvio. 

 

Uma menção ao Mito da Caverna de Platão, poderia se dizer. Quando, ao ver o exterior, a abelha passa a pôr em prática o questionar. Ao descobrir o uso mercadológico do precioso mel, decide processar a raça humana pela exploração irracional de um produto feito com tanta dificuldade. De um lado, as grandes indústrias alimentícias. Do outro, as abelhas.  

 

Esse raciocínio é fortalecido com as imagens do trabalho escravo de abelhas presas em colméias artificiais. Uma crítica ao sistema de mercado que minimiza a essência do trabalho, transformando-o em produto.  

 

Fora esse discurso político, Bee Movie aborda o preconceito, com uma curiosa atração entre o protagonista de antenas e uma humana. O que não é dignamente aceito, chegando a ser colocado em juízo.

 

Com um roteiro politizado, Bee Movie se destaca por promover o raciocínio em produção feliz, colorida e de rara inteligência.

 

A MORAL E OS PECADOS DE O PRIMO BASÍLIO

 

Da obra do português Eça de Queiroz, O Primo Basílio de Daniel Filho tenta reproduzir a trama de traição, chantagem e melodrama da obra original.

 

 

A versão brasileira se passa no final da década de 50 e conta o romance entre primos que se torna moeda nas mãos da empregada da família (Juliana, vivida por Glória Pires).

 

No papel de Laura, Débora Falabela tenta transmitir a candura da jovem seduzida pela volúpia de seu primo Basílio (Fábio Assunção). Depois, passa a sofrer com as exigências da criada que detém as cartas de amor e pede dinheiro para não contar tudo ao seu marido (Reynaldo Gianechini).

 

A história como um todo gira em torno de convenções sociais. Os transeuntes de O Primo Basílio cometem erros, agem em função de desejos, ganâncias e status social. Pecam e terminam castigados. O que poderia ser um pensamento moralista do escritor português é esquecido no final irônico e infeliz, onde o catalisador de tantos pecados é devidamente poupado.

 

A adaptação nacional consegue manter a essência da história de Eça, mas para o filme de Daniel Filho esse é seu limite. Falta personalidade para alcançar um resultado mais satisfatório.

 

TIM BURTON FAZ OBRA CINÉFILA EM ED WOOD



Obra genuinamente cinéfila, Ed Wood (1994) conta a história de Edward David Wood Jr, considerado o pior diretor de cinema de todos os tempos.





Wood ganhou esse título pelo fato dos seus filmes serem mal escritos, com a participação de atores amadores e freaks, cenários de papelão e aspectos técnicos precários. Ele não se interessava por erros de continuidade e fazia cinema pelo seu próprio timing, daí sua aura de ícone trash.



Confira o trailler de PLAN 9 FROM OUTER SPACE de ED WOOD


Sob a batuta de Tim Burton, Ed Wood é uma ode ao cinema. O filme chega a provocar um encontro paradoxal entre Wood (de Plano 9 do Espaço Sideral que tem título de pior filme já feito) e Orson Welles (de Cidadão Kane, considerado o melhor filme da história do cinema).



A história é sobre Ed Wood, mas quem brilha mesmo é Martin Landau que vive Bela Lugosi, ator húngaro protagonista de filmes de horror. Morto em 1956, Lugosi foi sepultado com o traje do conde Drácula, seu papel mais marcante.



Cada vez que Landau entra em cena o filme cresce com sua interpretação, pela qual recebeu o oscar de ator coadjuvante.



Confira uma seqüência de Martin Landau em Ed Wood. Nesta cena, ele se irrita quando uma pessoa pede um autógrafo e afirma que seu melhor papel foi como assistente de Boris Karloff, grande rival de Bela Lugosi.



A MORTE DO SENHOR LAZARESCU

 

A conclusão mais plausível que se pode tirar de A Morte do Senhor Lazarescu é que o sistema de saúde romeno vai mal. No filme, acompanhamos a trajetória de Lazarescu, idoso solitário que passa mal depois de tomar umas e outras.

 

 

Ele solicita uma ambulância e, a partir disso, toda a história se resume as suas passagens por hospitais lotados e atendimentos por profissionais da área de saúde mal-humorados. Essa denúncia é constante durante todo o longa-metragem. Os médicos que o atendem são estressados, resmungões e mais preocupados em liberar suas próprias tensões.

 

Lazaresku chega a esse ponto crítico com problemas neurológicos e no fígado. Apesar de sofrer de úlcera não dispensa o álcool, o que terminou agravando o seu estado.

 

Longo (mais de duas horas), A Morte do Senhor Lazarescu termina repentinamente deixando conclusões na pós-projeção. Não chega a ser um libelo contra o sistema de saúde romeno, apenas exibe suas deficiências, principalmente, no trato com o ser humano.

CINEMA PROCESSO NO INTERIOR DO RN

Começam as filmagens de “Perdição” na cidade de Janduís

 

As filmagens de “Perdição”, filme inspirado na peça “O Fuxiqueiro” de Lindemberg Bezerra, tiveram início nesta semana. O longa-metragem está sendo rodado na cidade de Janduís, interior do Rio Grande do Norte. Na direção, o cineasta Buca Dantas que, entre outras obras, fez “Viva o Cinema Brasileiro!”.

 

Foto: Alanny Brito

 

“Perdição” está sendo feito segundo a estética do Cinema Processo, movimento criado por Buca e Geraldo Cavalcanti, roteirista de “Perdição”. Conta com a presença de diversos profissionais do Rio Grande do Norte e, também, de artistas da cidade de Janduís.

 

Janduís é uma cidade de vocação cultural. O movimento artístico é muito forte, principalmente, por ser uma cidade pequena com pouco mais de 5.500 habitantes.

 

Na cidade, além de grupos de teatro de rua, também tem capoeiristas, músicos, escultores, poetas, pintores, uma verdadeira gama cultural envolvendo as diversas artes que agora se complementa com a chegada do cinema.

 

Buca Dantas disse que uma das metas das filmagens é estimular o protagonismo. Os artistas e a comunidade tiveram a oportunidade de participarem de oficinas de capacitação variadas. O cineasta acredita que esse movimento servirá para estimular ainda mais o empreendedorismo na classe artística de Janduís e contribuir para a profissionalização do setor.

 

O Observatório de Cinema estará informado todos os passos do filme "Perdição".

O TESOURO DE SIERRA MADRE

 

Há exatos 60 anos o célebre diretor John Huston dirigiu O Tesouro de Sierra Madre (1948), obra ímpar no estudo do poder da cobiça sobre o homem. Á frente Hunprey Bogart (O Falcão Maltês, Casablanca) como o anti-herói Fred C. Dobbs que, ao lado de minerador veterano (Walter Huston) e um colega de trabalho (Tim Holt), busca uma alternativa para sua vida miserável.

 

 

Investindo os poucos recursos que possuem, eles partem em busca das montanhas mexicanas. Lá encontram um ambiente desolador. Esse cenário parece ainda mais árido com a tonalidade em preto e branco do filme de Huston. O que conflui com a própria idéia exposta pelo Tesouro.

 

Bogart compõe uma persona desconfiada e limítrofe na capacidade de acreditar na boa vontade do outro. É a proximidade inebriante da fortuna que faz com que sua razão vá se esvaindo.

 

Outras cenas subseqüentes evidenciam essa tese. Particularmente num momento em que Fredd C. Dobbs questiona a consciência que, para ele, ignorada, não produziria qualquer efeito o que, diante dos acontecimentos em torno desse diálogo, ganha uma grandiosidade perturbadora.

 

Muito da força de O Tesouro de Sierra Madre deve-se a interpretação de Humprey Bogart em contraponto a de Walter Huston. São duas identidades opostas e esse confronto dá a real dimensão de um filme que não se quer maniqueísta. Com um final acidamente irônico, a natureza dá a sua resposta. Pois neste filme o ambiente sufocante é sedutor e, sem trégua, induz à tentação.

JUMPER x RAMBO IV x EU SOU A LENDA 

De vez em quando, todo cinéfilo participa da estafante “sessão overdose”. Ver vários filmes em seguida não é para qualquer um. Além de cansativo, pode provocar efeitos colaterais no participante, como tivemos a oportunidade de conferir na curiosa “sessão Steven Seagal” promovido pelos repórteres da revista SET há alguns anos atrás. O pobre coitado terminou a aventura com cara de poucos amigos, alguns quilos a mais e um aspecto de estopa velha.

 

O Observatório de Cinema decidiu promover uma mini-sessão-overdose com apenas três exemplos do “novo” cinema de ação de Hollywood. Três produções recentes que seguem à risca a cartilha do produto sob encomenda dos grandes estúdios ianques: “Jumper”, “Rambo IV” e “Eu Sou a Lenda”. A meta do blog é fazer uma avaliação geral dos três filmes e, no final das contas, juntar o que sobra de mensagem após o último “The End”.

 

Vamos lá:

 

JUMPER: O nome de Doug Liman, de cara, já chama a atenção. Não é pra menos. O cara fez o muito-bom-mas-pouco-visto “Vamos Nessa” e o primeiro “Identidade Bourne” com Matt Damon. Ou seja, tem bagagem para fazer um filme bastante divertido.

 

 

 

E a idéia até que ajuda. Jumpers são pessoas tem que o poder de se teletransportar para qualquer lugar do planeta. Hayden Christenssen (o Darth Vader de “Star Wars: A Vingança dos Sith”) descobre essa capacidade na adolescência e decide curtir a vida de uma forma atravessada: assaltando bancos e vivendo de férias prolongadas. Seu sossego não vai durar muito, pois se a natureza permitiu a existência de um Jumper também criou seus arqui-rivais, os Paladinos, seus predadores naturais.

 

A história parece que vai engrenar, mas Liman aparenta não ter controle sobre a ação. “Jumper” soa inconseqüente e com raríssimas seqüências interessantes. O elenco é mal aproveitado. Samuel L. Jackson é o paladino que se limita a fazer cara de mau e Diane Lane tem uma participação-chave na trama relegada a quarto plano. O filme pelo menos é curto e exibe vários cenários como cartão-postal. Resultando num produto criativo que não sabe usar dessa qualidade.

 

AVALIAÇÃO: Aventura teen em ponto morto.

RAMBO IV: Se a experiência começou morna com “Jumper” ganhou mais sustância com essa quarta história de John Rambo, projeto que só foi possível graças à boa aceitação de “Rocky Balboa”, que realmente é um belo filme. O detalhe entre os dois personagens-símbolo de Syvester Stallone é que basta o cara trocar o corte de cabelo e “voilá: duas personalidades distintas, apesar da mesma cara de pastel do sessentão Sly.

 

 

 

Dirigido pelo próprio Stallone, Rambo IV demora a engrenar. Começa com aquela velha ladainha de sempre. Ele vive recluso na selva até que alguém chega para torrar sua paciência. No caso, um grupo humanitário que pretende mudar o mundo com livros e remédios e precisa de sua ajuda para chegar até uma aldeia no meio do nada. Ideologia rechaçada no decorrer do filme. Pois a equipe presencia o extermínio dos aldeões e é feita refém. Deixa para o velho discípulo do intervencionismo ianque “botar pra quebrar”.

 

Não vamos negar que “Rambo IV” diverte, principalmente, quem gosta de cinema ultra-violento. O massacre chega a ser pornográfico ressaltando aquela idéia do exército de um homem só. Proporcional a esse festival de corpos explodindo e rachando ao meio é a economia nos diálogos que usam, efetivamente, palavrões e tiradas racistas, como na cena em que um dos mocinhos classifica a Ásia como um “fim-de-mundo” ou pior que isso.

 

AVALIAÇÃO: Reedição irregular de produto oitentista com ideologia armamentista. 

 

EU SOU A LENDA: Will Smith é um dos poucos que conseguem garantir grandes bilheterias apenas com seu nome a frente dos letreiros. É, portanto, uma boa aposta para os caríssimos blockbusters. A resposta para isso? Carisma. Smith é carismático e transmite confiança. O expectador sabe que, se não vai ao cinema ver um grande filme, pelo menos poderá acompanhar um bom espetáculo.

 

 

 

No filme, Will Smith interpreta o último homem da terra. Toda a população foi dizimada por um vírus que transformou as pessoas em zumbis. Uma (des)evolução, como afirma o próprio personagem. Sozinho pelas ruas, acompanhado de sua cadela, de dia ele vai ao supermercado e a vídeo-locadora. À noite se esconde dos seus predadores. Como vampiros, os infectados não resistem à iluminação. Enquanto isso, ele tenta encontrar um antídoto para a virose.

 

Há um pouco de ação, suspense e aspectos do isolamento humano. “Eu Sou a Lenda” dá pinceladas sobre solidão de Smith que chega a cumprimentar bonecos numa das lojas que freqüenta. Mas sem investir muito nesse lado, pois não é essa a prioridade do longa-metragem. Importante comentar a participação da brasileira Alice Braga que, diferente das participações de Rodrigo Santoro nos filmes americanos, tem vários diálogos.

 

AVALIAÇÃO: A cadela Samantha deveria ganhar uma aventura-solo.

RESULTADO FINAL:

 

Sessão tripla cheia de altos e baixos que segura a atenção pelo próprio gênero que prende pela intensa movimentação em cena. Exemplos de heróis do passado (Stallone), presente (Smith) e futuro (Christenssen), provando que Hollywood continua seguindo essa fórmula padrão onde cinema rima com lucro$.

 

MORRE CHARLTON HESTON

Carreira do ator foi marcada por personagens históricos e bíblicos

 

O ator Charlton Heston, que morreu neste domingo em Los Angeles (EUA), ficará marcado por seus personagens históricos e bíblicos que interpretou no cinema. Em mais de 60 anos de carreira, Heston participou de quase uma centena de filmes.

 

 

Para muitos, o personagem mais marcante da carreira de Charlton Heston foi Moisés em "Os Dez Mandamentos" (1956), do diretor Cecil B. DeMille. A cena da abertura das águas do Mar Vermelho é uma das mais clássicas do cinema, assim com a corrida de bigas em "Ben-Hur" (1959), de William Wyler, onde interpretou Judah Ben-Hur que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator.

 

Charlton Heston também interpretou o herói da reconquista espanhola Don Rodrígo Díaz de Vivar, em "El Cid" (1961), de Anthony Mann.

 

Sua estréia no cinema foi em 1941, mas somente em 1952, em "O Maior Espetáculo da Terra", de Cecil B. DeMille, que sua carreira deslanchou.

 

No Broadway, Heston interpretou Shakespeare em "Antônio e Cleópatra" (1947).

 

O ator foi ridicularizado no filme "Tiros em Columbine", de Michael Moore, por ser um feroz defensor do direito de todo cidadão norte-americano de ter armas.

 

Veja alguns dos principais filmes da carreira de Charlton Heston

 

"Peer Gynt" - 1941

"O Maior Espetáculo da Terra" ("The Greatest Show on Earth") - 1952

"Os Dez Mandamentos" ("The Ten Commandments") - 1956

"A Marca da Maldade" ("Touch of Evil") - 1958

"Ben-Hur" - 1959

"El Cid" - 1961

"A Maior Historia De Todos Os Tempos" ("The Greatest Story Ever Told") - 1965

"Agonia e Extase" ("The Agony And The Ecstasy") - 1965

"Planeta dos Macados" ("Planet of the Apes") - 1968

"E o Bravo Ficou Só" ("Will Penny") - 1968

"No mundo de 2020" ("Soylent Green") - 1973

"Aeroporto 75" ("Airport 1975") - 1975

 

Caderno Ilustrada - Folha de São Paulo

 

[ ver mensagens anteriores ]
eXTReMe Tracker



Meu Perfil
BRASIL, Nordeste, CAICO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese