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SPEED RACER NÃO CONSEGUE BATER HOMEM DE FERRO

 

Dados preliminares do Box Office Mojo indicam que Speed Racer, a estréia da semana, não conseguiu bater O Homem de Ferro nas bilheterias ianques. Mesmo com um queda de 48,8%, o filme da Marvel faturou mais 50 milhões de dólares, acumulando no caixa cerca de 178 milhões. Mundialmente, esse valor já ultrapassa os 275 milhões.

 

 

Na contra-mão, Speed Racer arrecadou cerca de U$$ 20 milhões. A repercussão negativa da crítica (35%) pode até ter ajudado nesse desempenho ruim para uma super produção. Além do mais, Speed ainda enfrenta a concorrência do novo As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian e, a seguir, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

O QUE ESPERAR DE SPEED RACER?

Depois que O HOMEM DE FERRO dominou as salas de projeção, o segundo blockbuster do verão ianque chega ao grande público neste final de semana. O cheiro de naftalina fica mais forte, pois quem vem aí é SPEED RACER. Confira o trailler hiper-mega-ultra-acelerado desse bip-bip-filme.

 

MARLEY & EU 

Está em curso a adaptação do livro Marley & Eu. O filme deverá estrear no final do ano, provavelmente no dia 25 de dezembro.

 

Foto:Cineclick

 

O livro é bacaninha. O Observatório de Cinema já leu boa parte e, até agora, agradou. Não é nada mais que a história de um cão labrador adotado por um casal que tenta treinar a paternidade com um animal, antes de terem um bebê. No decorrer da trama, o cachorro problemático vai atanazar a vida de todo mundo.

 

Alternando momentos engraçados com alguns lances dramáticos, Marley & Eu é dessas historinhas que aquecem o coração sem apelar para o agridoce. A anarquia do pulguento é tão repulsiva que atrai.

 

O filme terá Owen Wilson e Jenniffer Aniston no elenco.

 

HOMEM-DE-FERRO

 

A temporada dos filmes mais caros do ano começou bem com Homem-de-Ferro, mais uma adaptação da Marvel que caiu muito bem na tela do cinema.  

 

 

Dirigido por Jon Favreau, o longa aborda a origem do personagem e sua primeira aventura vestindo a indumentária do herói enlatado. 

 

Enquanto cinema de ação, Homem-de-Ferro é eficazmente construído e segue a velha tabela: introdução (como o personagem surgiu), desenvolvimento (o processo de criação da armadura) e conclusão (no embate contra o vilão), como se fosse uma redação de vestibular.

 

O seu diferencial é o viés humano, com Robert Downey Jr na pele do excêntrico milionário Tony Stark. Segundo Stan Lee (criador do herói) Stark é inspirado em Howard Hugues, que teve sua vida retratada no filme O Aviador de Martin Scorcese.

 

CRISE DE CONSCIÊNCIA - Dono de empresa fornecedora de armas de guerra, Stark cai nas mãos dos afegãos e descobre que seu armamento também é utilizado pelo exército inimigo. Uma menção direta á guerra contra o terrorismo, onde os ianques forneciam armas para o Afeganistão na luta contra os soviéticos para depois sofrerem as conseqüências dessa decisão.

 

Stark, que vivia de festas e orgias, é capturado após demonstrar o poderio de uma nova arma. No cativeiro é recebido como o principal “assassino da América”. Obrigado a recriar uma arma para os rebeldes, monta uma armadura e consegue escapar. De volta ao EUA, decide mudar o foco de suas indústrias. É dessa crise de consciência de Tony Stark que surge o herói dourado-escarlate.

 

O filme não é de todo sério. Há detalhes humorísticos que deixam a trama mais leve e Robert Downey Jr, de polêmica vida real, extrai acertada arrogância e, posterior, senso de responsabilidade que irão construir o caráter desse herói.

PRAGA DAS FRANQUIAS: VEM AÍ “A MÚMIA 3”

 

A praga das trilogias atinge franquia “A Múmia”, que chega a sua terceira edição. Não dá para imaginar o que vão tentar contar agora, quando o pouco que tinha foi exageradamente esticado nos filmes anteriores.

 

 

O Observatório de Cinema acompanhou Múmia 1 e 2 na tela do cinema, onde o espetáculo visual é mais quente, ambos em Campina Grande.

 

O primeiro era bacana. Tinha aquele ar nostálgico das aventuras de Indiana Jones, um bom senso de humor e de ridículo. Brendan Fraser fazia bem o papel de herói pós-moderno e o filme acabava sendo um mix de comédia, aventura e suspense.

 

Já o retorno da famigerada múmia ganhou peso, gorduras, taxas altas e tudo mais. Fizeram um filme tão rápido que o termo “fast-food” não podia ser mais apropriado. Bastava piscar um olho para perder alguma coisa.

 

Esse “A Múmia – A Tumba do Imperador Dragão” chega aos cinemas dia 31 de julho e deve prometer mais do mesmo. Rachel Weisz saiu do barco, mas o restante do elenco principal vai participar. O filme terá ainda Jet Li com algumas seqüências de artes marciais.

 

Não dá para esperar grande coisa. Ainda mais com a estréia de Indiana Jones que deverá ofuscar historinhas dessa linhagem.

NA EXPECTATIVA DE O HOMEM-DE-FERRO

 Estréia mundial desta quarta-feira, O Homem-de-Ferro inaugura a era onde a Marvel passa a patrocinar seus próprios filmes. Até o momento, seus longas eram bancados por outros estúdios. Essa nova faceta pode permitir que essas produções sigam mais precisamente o que os aficionados por filmes de super-herói esperam desses produtos.

 

 

 

Pegando o mote do lançamento de O Homem-de-Ferro, o Observatório de Cinema relembra alguns dos heróis Marvel que já passaram pelo celulóide. O que funcionou e o que vai para a lata do lixo. 

HOMEM-ARANHA – Bonachão, o Homem-Aranha fez tanto sucesso que se tornou uma trilogia bilionária. Até aqui, Sam Raimi comandou a nau, mas não deve continuar a frente das aventuras do cabeça-de-teia no que vem por aí. Como é de praxe, o primeiro filme virou coqueluche, com Tobey Maguire calando a boca dos críticos na pele de Peter Parker. Os efeitos gráficos evoluíram bastante e a história só enfraqueceu na terceira parte.

 

 

AVALIAÇÃO: FILME MOSTROU AO MUNDO QUE SER NERD É LEGAL!

 

X-MEN – O primeiro filme foi bastante econômico para os padrões das super produções. O fato é que muita gente esperava um fiasco trash nessa primeira aventura mutante. Esperto e com poucos recursos, o diretor Bryan Singer privilegiou a história e contou com um Hugh Jackman inspirado como Wolverine. Com isso, os filmes seqüentes tiveram mais respaldo e cifras poderosíssimas.

 

 

AVALIAÇÃO: WOLVERINE MERECE UMA AVENTURA SÓ DELE!

 

BLADE – Personagem secundário da Marvel, Blade também virou trilogia. Com um Wesley Snipes afiado, a história teve seu ponto alto sob a batuta de Guillermo Del Toro (escalado para dirigir O Hobbit) na segunda aventura de Blade, quando aplicou um visual mais onírico ao legado do caçador de vampiros. Blade Trinity (a parte 3) mudou de direção e não conseguiu manter o fôlego. Resultado: um Blade 4 não deve surgir tão cedo.

 

 

AVALIAÇÃO: PARA BLADE, APOSENTADORIA JÁ! 

QUARTETO FANTÁSTICO – Transformaram os quatro cientistas atingidos por raios cósmicos em personagens de uma comédia de situações tipicamente americana. A ação é incessante, assim como o humor. Muitos não gostaram, mas Quarteto Fantástico adquiriu cacife para uma seqüência melhor com a participação do Surfista Prateado e de Galactus, que de gigante chifrudo se tornou um monte de poeira.

 

 

AVALIAÇÃO: HISTÓRIAS INFAMES E HERÓIS DESPERDIÇADOS!

 

DEMOLIDOR – Um dos heróis mais bacanas dos quadrinhos, Demolidor – O Homem Sem Medo ganhou um longa-metragem visualmente rubro-negro e com qualidade regular. Quem acompanhava as histórias de Matt Murdock deve ter sentido a ausência da densidade emocional que existia nas revistas. Isso o tornou um filme de aventuras eficiente, mas nunca eficaz.

 

 

AVALIAÇÃO: ESTÚDIOS IMPEDIRAM UMA HISTÓRIA REALMENTE BOA!

 

ELEKTRA – Essa aventura-solo da personagem mostra o dedo dos estúdios na composição da narrativa. O filme é bastante prejudicado por essas intervenções. Elektra tem vilões com visual carnavalesco, trama chinfrim e uma heroína (Jenniffer Garner) aborrecidamente chata.

 

 

AVALIAÇÃO: FILMINHO QUE PARECE COMERCIAL DE ABSORVENTE!

MOTOQUEIRO-FANTASMA – Nicolas Cage tentou ser o Super-Homem. Não conseguiu. Acabou encarnando o Motoqueiro Fantasma. Mais uma vez os parceiros da Marvel amenizaram o clima da história, dando de bandeja um personagem que não tem nada a ver com o que víamos nos quadrinhos. Há uma ou duas seqüências legais, mas o filme parece ter tomado algumas caixas de tranqüilizante para domar o personagem que, de maldito, virou garoto-propaganda de refrigerante diet.

 

 

AVALIAÇÃO: PRODUÇÃO MALDITA VIRA DANÇA DA MOTINHA!

 

HULK – Ang Lee fez um Hulk filosófico. Muitos detestaram. Outros enxergaram as qualidades desse longa-metragem, no entanto tiveram náuseas com os efeitos especiais ruins que tornaram o Hulk uma mega-criatura feita de borracha. O filme não é de todo ruim. Conta com bom elenco (Eric Bana, Jenniffer Connely) e uma história que merece ser vista com outros olhos. Mesmo assim, o próximo filme do herói-esmeralda mudou de direção, elenco e foco. A conferir.

 

 

AVALIAÇÃO: GIGANTE VERDE DE BORRACHA PULA-PULA!

UM BEE MOVIE DE PERCEPÇÕES POLÍTICAS

 

Há muito que as animações deixaram de ser mera diversão infantil para se tornaram pequenas crônicas contadas em tons de fábula.

 

 

Bee Movie segue essa regra, narrando a história de uma abelhinha que possui uma percepção diferente das demais companheiras de colméia, limitadas a viver o óbvio. 

 

Uma menção ao Mito da Caverna de Platão, poderia se dizer. Quando, ao ver o exterior, a abelha passa a pôr em prática o questionar. Ao descobrir o uso mercadológico do precioso mel, decide processar a raça humana pela exploração irracional de um produto feito com tanta dificuldade. De um lado, as grandes indústrias alimentícias. Do outro, as abelhas.  

 

Esse raciocínio é fortalecido com as imagens do trabalho escravo de abelhas presas em colméias artificiais. Uma crítica ao sistema de mercado que minimiza a essência do trabalho, transformando-o em produto.  

 

Fora esse discurso político, Bee Movie aborda o preconceito, com uma curiosa atração entre o protagonista de antenas e uma humana. O que não é dignamente aceito, chegando a ser colocado em juízo.

 

Com um roteiro politizado, Bee Movie se destaca por promover o raciocínio em produção feliz, colorida e de rara inteligência.

 

A MORAL E OS PECADOS DE O PRIMO BASÍLIO

 

Da obra do português Eça de Queiroz, O Primo Basílio de Daniel Filho tenta reproduzir a trama de traição, chantagem e melodrama da obra original.

 

 

A versão brasileira se passa no final da década de 50 e conta o romance entre primos que se torna moeda nas mãos da empregada da família (Juliana, vivida por Glória Pires).

 

No papel de Laura, Débora Falabela tenta transmitir a candura da jovem seduzida pela volúpia de seu primo Basílio (Fábio Assunção). Depois, passa a sofrer com as exigências da criada que detém as cartas de amor e pede dinheiro para não contar tudo ao seu marido (Reynaldo Gianechini).

 

A história como um todo gira em torno de convenções sociais. Os transeuntes de O Primo Basílio cometem erros, agem em função de desejos, ganâncias e status social. Pecam e terminam castigados. O que poderia ser um pensamento moralista do escritor português é esquecido no final irônico e infeliz, onde o catalisador de tantos pecados é devidamente poupado.

 

A adaptação nacional consegue manter a essência da história de Eça, mas para o filme de Daniel Filho esse é seu limite. Falta personalidade para alcançar um resultado mais satisfatório.

 

TIM BURTON FAZ OBRA CINÉFILA EM ED WOOD



Obra genuinamente cinéfila, Ed Wood (1994) conta a história de Edward David Wood Jr, considerado o pior diretor de cinema de todos os tempos.





Wood ganhou esse título pelo fato dos seus filmes serem mal escritos, com a participação de atores amadores e freaks, cenários de papelão e aspectos técnicos precários. Ele não se interessava por erros de continuidade e fazia cinema pelo seu próprio timing, daí sua aura de ícone trash.



Confira o trailler de PLAN 9 FROM OUTER SPACE de ED WOOD


Sob a batuta de Tim Burton, Ed Wood é uma ode ao cinema. O filme chega a provocar um encontro paradoxal entre Wood (de Plano 9 do Espaço Sideral que tem título de pior filme já feito) e Orson Welles (de Cidadão Kane, considerado o melhor filme da história do cinema).



A história é sobre Ed Wood, mas quem brilha mesmo é Martin Landau que vive Bela Lugosi, ator húngaro protagonista de filmes de horror. Morto em 1956, Lugosi foi sepultado com o traje do conde Drácula, seu papel mais marcante.



Cada vez que Landau entra em cena o filme cresce com sua interpretação, pela qual recebeu o oscar de ator coadjuvante.



Confira uma seqüência de Martin Landau em Ed Wood. Nesta cena, ele se irrita quando uma pessoa pede um autógrafo e afirma que seu melhor papel foi como assistente de Boris Karloff, grande rival de Bela Lugosi.



A MORTE DO SENHOR LAZARESCU

 

A conclusão mais plausível que se pode tirar de A Morte do Senhor Lazarescu é que o sistema de saúde romeno vai mal. No filme, acompanhamos a trajetória de Lazarescu, idoso solitário que passa mal depois de tomar umas e outras.

 

 

Ele solicita uma ambulância e, a partir disso, toda a história se resume as suas passagens por hospitais lotados e atendimentos por profissionais da área de saúde mal-humorados. Essa denúncia é constante durante todo o longa-metragem. Os médicos que o atendem são estressados, resmungões e mais preocupados em liberar suas próprias tensões.

 

Lazaresku chega a esse ponto crítico com problemas neurológicos e no fígado. Apesar de sofrer de úlcera não dispensa o álcool, o que terminou agravando o seu estado.

 

Longo (mais de duas horas), A Morte do Senhor Lazarescu termina repentinamente deixando conclusões na pós-projeção. Não chega a ser um libelo contra o sistema de saúde romeno, apenas exibe suas deficiências, principalmente, no trato com o ser humano.

CINEMA PROCESSO NO INTERIOR DO RN

Começam as filmagens de “Perdição” na cidade de Janduís

 

As filmagens de “Perdição”, filme inspirado na peça “O Fuxiqueiro” de Lindemberg Bezerra, tiveram início nesta semana. O longa-metragem está sendo rodado na cidade de Janduís, interior do Rio Grande do Norte. Na direção, o cineasta Buca Dantas que, entre outras obras, fez “Viva o Cinema Brasileiro!”.

 

Foto: Alanny Brito

 

“Perdição” está sendo feito segundo a estética do Cinema Processo, movimento criado por Buca e Geraldo Cavalcanti, roteirista de “Perdição”. Conta com a presença de diversos profissionais do Rio Grande do Norte e, também, de artistas da cidade de Janduís.

 

Janduís é uma cidade de vocação cultural. O movimento artístico é muito forte, principalmente, por ser uma cidade pequena com pouco mais de 5.500 habitantes.

 

Na cidade, além de grupos de teatro de rua, também tem capoeiristas, músicos, escultores, poetas, pintores, uma verdadeira gama cultural envolvendo as diversas artes que agora se complementa com a chegada do cinema.

 

Buca Dantas disse que uma das metas das filmagens é estimular o protagonismo. Os artistas e a comunidade tiveram a oportunidade de participarem de oficinas de capacitação variadas. O cineasta acredita que esse movimento servirá para estimular ainda mais o empreendedorismo na classe artística de Janduís e contribuir para a profissionalização do setor.

 

O Observatório de Cinema estará informado todos os passos do filme "Perdição".

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